Os avós são as principais pessoas que opinam na educação dos filhos, o que até certo ponto pode dar segurança aos pais, porém, quando a interferência se torna exagerada pode estressar e trazer a sensação de incapacidade aos pais em relação aos filhos.
Outro risco é o de rompimento de laços familiares simplesmente por não haver concordância entre as opiniões. Segundo Franciele, nesses momentos a melhor forma de encarar a situação é salientando que vocês são os pais e que gostariam de tentar outra possibilidade, mas que reavaliarão a dica oferecida em outro momento.
Com os avós a convivência tende a ser mais constante e duradoura, por isso é possível que a “chuva de palpites” nunca termine de fato. Avalie cada palpite como se fosse o único e caso confirme que a dica não serve para o momento, apenas sorria, agradeça e dispense o conselho educadamente. Os laços de família agradecem!
2. Amigos que não tem filhos´
Muitas vezes esses amigos acham que sabem o que é melhor para você e para os seus filhos apenas pelo simples fato de te conhecerem. Mesmo que exista uma relação de cuidado entre vocês é importante estabelecer limites para que a inconveniência não interfira na amizade e gere atritos futuros. Explicar o seu ponto de vista como mãe instruindo a conversa para que a pessoa entenda o quanto é necessário muito mais prática do que teoria pode ser suficiente para evitar opiniões indesejadas no futuro.
3. Colegas de trabalho
É normal conversar com os colegas de trabalhos sobre os mais variados assuntos, incluindo família e filhos. E se é normal falar sobre esse assunto, com certeza palpites a respeito é o que não vão faltar. Mesmo sendo perfeitamente normal se aborrecer com certos comentários por parte de pessoas com quem temos uma relação apenas profissional, é importante lembrar que ela pode apenas estar querendo ser empática, buscando familiaridades.
Aceite os conselhos com um sorriso e diga como prefere fazer à sua maneira. Afinal existem milhares de detalhes sobre a sua família que seria impossível que alguém os conhecesse sem o convívio. Mantenha-se firme na sua postura, mas mantenha o seu trabalho e o bom relacionamento com os seus colegas também.
4. Professores do seu filho
Não importa a série em que o seu filho esteja, seja na creche ou até na segundário, vai haver um professor pronto para palpitar sobre a educação do seu filho. A verdade é que, mesmo
sendo aconselhável ouvir o tutor de seus pequenos e toda a sua sabedoria pedagógica, o seu filho vai ter comportamentos diversos em casa e na escola.
Ainda que o professor seja o responsável pela educação do seu filho enquanto ele está sob o teto escolar, a avaliação que ele pode ser capaz de fazer deve se restringir à escola, ou seja, ele não deve opinar na forma como você cria sua prole, salvo em alguns casos. Tenha uma conversa franca com o professor ou mesmo com a direção do colégio caso seja necessário. A escola não deve ser responsável pela formação da personalidade da criança, esse dever (e direito) cabe aos pais. Portanto, fique atenta e não tenha receio em interceptar qualquer opinião não solicitada.
5. Pais de amigos da escola
Ir buscar as crianças na escola pode ser um exercício de paciência para alguns pais. Não, eu não me refiro ao portão cheio de pais aglomerados como em um leilão da bolsa de valores. Falo das situações iminentes onde a qualquer momento pode surgir uma “supermãe” ou um “superpai” pronto para lançar o seu melhor conselho mágico, muitas vezes se intrometendo na conversa entre Apesar do rosto não expressar as melhores feições nessas horas, respire fundo. Muitas vezes o sorriso e o silêncio são a melhor combinação.
6. Parentes
Além dos pais, existem tios, tias, primos, primas, cunhados, cunhadas, sobrinhos, padrinhos e mais uma infinidade de pessoas que formam a sua família. Todos eles querem te passar um pouco do que sabem e todos eles querem demonstrar atenção. Logo todos eles vão te dar algum tipo de conselho sobre como criar seus filhos em algum momento da sua vida.
As festas de fim de ano e outras reuniões familiares podem ser o momento perfeito para um “ataque de palpites”, especialmente se os filhos forem pequenos. Opiniões sobre alimentação, hábitos de sono, e atividades pedagógicas são as campeãs dos parentes com que você tem contato esporadicamente.
Assim como no caso dos avós, é importante ter cuidado na hora de escolher a palavras para dispensar o conselho, mas a importância de manter a sua decisão como soberana é a mesma. Converse sobre a sua visão, mas não se prolongue. A decisão é sua e você não deve mostrar que é algo discutível. Quem sabe o que é melhor para os filhos são os pais e decisões de qualquer natureza cabem somente a eles.
7. Pessoas na rua
O que fazer quando se está na fila do banco, seu filho chora por estar impaciente e, antes mesmo que se consiga acalmá-lo, a gentil senhora à frente se vira com mil soluções e diagnósticos possíveis? Para muitas mães essa situação hipotética é a pior envolvendo palpites
sobre a criação dos filhos. Se não conhecemos as pessoas, tendemos a ficar mais rudes e menos compreensivos, sem medo de magoar. Falar o que pensa nessa hora é quase instantâneo e resposta atravessada pode ser inevitável.
Para evitar esses momentos, a tática do sorriso funciona bem. Rejeitar o conselho com um olhar e respostas curtas pode evitar que a conversa indesejada se prolongue, além de “educar um adulto” em relação à outras mamães.
Ser pai e mãe é complexo e nenhum filho vem com manual de instruções. Ouvir a experiência do outro pode ser importante e de grande valia, mas tudo com limites e dentro do possível.
Criar filhos saudáveis é educa-los com limites e afetividade em proporções exatas. Dessa forma estaremos preparando nossos pequenos para o convívio com o mundo. Dar limites de forma afetiva (educada e sincera) aos nossos parentes e amigos é uma forma de se colocar adequadamente frente a essa situação. Dessa forma ensinamos aos nossos filhos de maneira ilustrativa e também reforçamos a hierarquia da família.
Fonte:Dicas de mulher

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